Dr José Sales

Prótese de Quadril: Quando a Artroplastia é Indicada

A prótese de quadril pode ser necessária em diversos casos, mas hoje temos várias formas de fazer isso com tratamentos modernos, que devolvem conforto e movimento.

A artroplastia de quadril, conhecida como cirurgia de prótese, é indicada quando há desgaste severo da articulação  geralmente causado por artrose, artrite reumatoide, necrose da cabeça femoral ou fraturas.

O objetivo é substituir as superfícies articulares danificadas por uma prótese biocompatível, restaurando o movimento e eliminando a dor.

Fratura de quadril em idosos

Uma das lesões mais graves da ortopedia geriátrica, que exige diagnóstico rápido, cirurgia precoce e reabilitação segura para preservar vida e funcionalidade.

A fratura de quadril em idosos é uma condição comum e de alto impacto na saúde pública. Na maioria dos casos, acontece após quedas da própria altura e pode comprometer gravemente a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida do paciente. Além da dor intensa, há risco elevado de complicações se o tratamento não for realizado de maneira adequada e no tempo certo.

Por que a fratura de quadril é tão grave em idosos?

O envelhecimento reduz a densidade óssea, força muscular e reflexos posturais, aumentando o risco de quedas. Além disso, o idoso apresenta menor reserva fisiológica, o que dificulta o modo como o corpo lida com traumas e períodos prolongados de imobilidade.

Os principais riscos associados à fratura de quadril são:

  • Perda rápida de massa muscular;
  • Dificuldade de mobilização;
  • Maior risco de trombose e embolia;
  • Infecções respiratórias ou urinárias;
  • Piora de doenças pré-existentes;
  • Risco aumentado de mortalidade quando não tratada adequadamente.

Por isso, recomenda-se que o paciente seja avaliado e tratado cirurgicamente o quanto antes, idealmente nas primeiras 24–48 horas.

Tipos de fratura de quadril

O quadril do idoso geralmente pode fraturar em duas regiões principais:

1. Fratura do colo do fêmur

A fratura do colo do fêmur acontece na região logo abaixo da cabeça do fêmur e tende a comprometer o suprimento sanguíneo dessa cabeça femoral, o que aumenta o risco de necrose e complicações. Por esse motivo, na maioria dos casos, o tratamento é feito com prótese parcial ou total do quadril (artroplastia), de acordo com o tipo de fratura, a idade e o perfil clínico do paciente.

2. Fratura transtrocanteriana

A fratura transtrocanteriana ocorre entre os trocânteres maior e menor do fêmur. Em geral, é uma fratura mais instável do ponto de vista mecânico, porém com boa vascularização óssea, o que favorece a consolidação após o tratamento adequado. Normalmente é tratada com fixação por meio de placa e parafusos ou haste intramedular. Essas fraturas raramente evoluem bem sem intervenção cirúrgica; por isso, a cirurgia é a regra, não a exceção.

Sintomas e sinais que indicam fratura

Após uma queda, alguns sinais ajudam a reconhecer a fratura de quadril:

  • Dor intensa no quadril ou na virilha;
  • Incapacidade ou grande dificuldade para apoiar o pé no chão;
  • Perna encurtada ou rodada para fora;
  • Incapacidade de levantar-se sem ajuda;
  • Inchaço e sensibilidade local.

Qualquer queda em idoso com dor no quadril deve ser avaliada como potencial fratura até que se prove o contrário.

Tratamento da fratura de quadril

O tratamento é cirúrgico na maioria dos casos. A cirurgia precoce reduz complicações, facilita o retorno à mobilidade e melhora o prognóstico geral.

1. Cirurgia precoce

O ideal é operar dentro de 24–48 horas após a internação.
As vantagens da abordagem precoce são:

  • Menor risco de trombose;
  • Menor risco de infecções;
  • Mobilização mais rápida;
  • Menor mortalidade.

2. Tipo de cirurgia

Depende da fratura e do perfil clínico do paciente. As opções são:

  • Artroplastia (prótese) do quadril — principalmente para fraturas do colo do fêmur.
  • Fixação com placas, parafusos ou hastes — comum nas fraturas transtrocanterianas.

3. Reabilitação imediata

Mobilizar o idoso já no primeiro dia após a cirurgia é fundamental para uma boa recuperação. A reabilitação precoce reduz o risco de complicações (como trombose, perda de massa muscular e pneumonia), melhora a autonomia e acelera o retorno às atividades do dia a dia com mais segurança.

Recuperação após fratura de quadril

A recuperação envolve três pilares:

  1. Controle da dor e estabilização clínica
  2. Fisioterapia progressiva para fortalecimento e melhora da mobilidade
  3. Prevenção de novas quedas com ajustes em casa e orientação familiar

O objetivo é permitir que o idoso recupere a independência funcional e retorne às suas atividades com segurança.

Se um idoso da sua família sofreu uma queda e passou a sentir dor no quadril, dificuldade para apoiar a perna ou para caminhar, isso não deve ser considerado “normal da idade”. Esses sinais podem indicar uma fratura e exigem avaliação especializada o quanto antes, para reduzir dor e evitar complicações.