Prótese de Quadril: Quando a Artroplastia é Indicada
A prótese de quadril pode ser necessária em diversos casos, mas hoje temos várias formas de fazer isso com tratamentos modernos, que devolvem conforto e movimento.
A artroplastia de quadril, conhecida como cirurgia de prótese, é indicada quando há desgaste severo da articulação geralmente causado por artrose, artrite reumatoide, necrose da cabeça femoral ou fraturas.
O objetivo é substituir as superfícies articulares danificadas por uma prótese biocompatível, restaurando o movimento e eliminando a dor.
Impacto Femoroacetabular
Um conflito mecânico entre o fêmur e o acetábulo que pode causar dor no quadril, limitação funcional e lesões estruturais progressivas.
O Impacto Femoroacetabular (IFA) é uma alteração anatômica na qual existe um contato anormal entre a cabeça do fêmur e o acetábulo (cavidade do quadril). Esse atrito repetitivo pode lesionar o labrum e a cartilagem, provocando dor, perda de mobilidade e, a longo prazo, contribuir para o desenvolvimento da artrose.
Como o IFA se desenvolve?
O quadril é uma articulação esférica, projetada para oferecer ampla mobilidade com estabilidade, permitindo atividades como caminhar, correr, agachar e girar o corpo com segurança. No impacto femoroacetabular (IFA), esse equilíbrio é rompido por alterações no formato dos ossos, que passam a gerar contato anormal entre o fêmur e o acetábulo, com atrito sobre a cartilagem e o labrum.
De forma didática, o IFA é classificado em três tipos principais:
- Tipo CAM
- Tipo PINCER
- Tipo Misto (combinação dos dois e o mais frequente)
Esses padrões podem estar presentes desde o desenvolvimento do quadril na infância/adolescência ou se acentuar ao longo da vida, especialmente em pessoas que realizam movimentos repetitivos de alta demanda.
Sintomas do Impacto Femoroacetabular
O sintoma mais comum é dor na virilha, descrita como profunda e incômoda, podendo irradiar para nádegas ou coxa.
Outros sinais incluem:
- Dor ao sentar por longos períodos
- Dor ao levantar da cadeira ou entrar no carro
- Estalos ou sensação de “pinçamento”
- Dificuldade em realizar movimentos que exigem flexão ou rotação
- Rigidez matinal e limitação para atividades esportivas
- Sensação de perda de mobilidade
Esportes como corrida, futebol, lutas e crossfit tendem a exacerbar o desconforto.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do IFA é clínico e radiológico, baseado em:
- Anamnese detalhada
Identificação dos padrões de dor, atividades desencadeantes, histórico esportivo e limitações funcionais.
- Exame físico
Testes específicos como FADIR e FABER avaliam impacto, mobilidade e dor.
- Exames de imagem
- Radiografia: identifica alterações ósseas típicas (CAM e Pincer)
- Ressonância magnética: avalia labrum e cartilagem
- Artro-RM: pode detectar lesões mais sutis do labrum
O diagnóstico preciso é essencial para evitar progressão para lesões mais graves, incluindo artrose.
Tratamento do Impacto Femoroacetabular
O tratamento é individualizado e varia conforme a intensidade dos sintomas, o grau de lesões associadas e os objetivos do paciente (especialmente se pratica esportes).
Tratamento Conservador (primeira etapa)
A maioria dos pacientes inicia com medidas não cirúrgicas:
Fisioterapia especializada em quadril
- Correção biomecânica;
- Fortalecimento de glúteo médio, glúteo máximo e core;
- Melhora da estabilidade pélvica;
- Treino de movimento seguro para práticas esportivas.
Modificação de atividades
- Redução temporária de movimentos que provocam impacto;
- Ajustes de treino para diminuir carga articular.
Medicações
- Analgésicos;
- Anti-inflamatórios quando indicados.
Infiltrações guiadas por ultrassom
Auxiliam no controle da dor e podem ajudar na diferenciação diagnóstica.
Quando considerar a cirurgia?
A cirurgia é indicada quando:
- Os sintomas persistem apesar do tratamento conservador;
- Há lesão labral significativa;
- O IFA causa limitações funcionais importantes;
- Exames mostram deformidade estrutural que tende a piorar com o tempo.
Possíveis consequências do IFA não tratado
Sem tratamento adequado, o impacto repetitivo pode:
- Lesionar progressivamente o labrum;
- Acelerar o desgaste da cartilagem;
- Reduzir mobilidade com o tempo;
- Aumentar o risco de desenvolver artrose precoce do quadril.
Por isso, a avaliação precoce de um especialista é fundamental.
