Prótese de Quadril: Quando a Artroplastia é Indicada
A prótese de quadril pode ser necessária em diversos casos, mas hoje temos várias formas de fazer isso com tratamentos modernos, que devolvem conforto e movimento.
A artroplastia de quadril, conhecida como cirurgia de prótese, é indicada quando há desgaste severo da articulação geralmente causado por artrose, artrite reumatoide, necrose da cabeça femoral ou fraturas.
O objetivo é substituir as superfícies articulares danificadas por uma prótese biocompatível, restaurando o movimento e eliminando a dor.
Artrose de Quadril
A degeneração da cartilagem do quadril que limita movimentos, causa dor progressiva e interfere diretamente na qualidade de vida.
A artrose de quadril — também chamada de osteoartrite do quadril ou coxartrose — é uma condição degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que recobre a articulação. Esse desgaste leva ao atrito direto entre as superfícies ósseas, provocando dor, rigidez e perda funcional.
Como a artrose de quadril se manifesta
Os sintomas geralmente aparecem de forma lenta e evolutiva. Os mais comuns são:
- Dor na virilha, que piora ao caminhar, levantar da cadeira ou subir escadas;
- Rigidez matinal (quadril “travado” ao acordar);
- Dificuldade para cruzar as pernas ou calçar sapatos;
- Dor profunda no quadril, com possível irradiação para nádegas e coxa;
- Estalos, sensação de atrito ou “areia” dentro da articulação;
- Perda de mobilidade e limitação progressiva das atividades diárias;
- Claudicação (mancar) após esforços ou caminhadas longas.
Por que a artrose acontece?
A cartilagem do quadril funciona como um amortecedor, reduzindo o atrito entre o fêmur e o acetábulo.
Quando essa superfície se desgasta:
- A cartilagem perde espessura e elasticidade;
- O osso subcondral se torna mais rígido e espesso (esclerose);
- Formam-se osteófitos (bicos de osso) nas bordas da articulação;
- O líquido sinovial inflama, gerando dor e limitação;
- A mobilidade diminui, agravando o desgaste articular.
Essa progressão pode ser acelerada por fatores mecânicos (como IFA), biológicos (inflamação crônica) e metabólicos.
Principais causas e fatores de risco
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver artrose de quadril:
- Envelhecimento natural;
- Impacto femoroacetabular (IFA) — principal causa estrutural precoce;
- Displasia do quadril;
- Histórico de trauma ou fratura;
- Necrose avascular da cabeça do fêmur;
- Obesidade e sobrecarga articular;
- Histórico familiar;
- Doenças reumatológicas.
Compreender a causa ajuda a definir o melhor plano de tratamento.
Como é feito o diagnóstico
A avaliação do quadril envolve três etapas fundamentais:
- Anamnese detalhada
Descrição da dor, histórico de atividades, impacto na rotina e sintomas associados. - Exame físico
Inclui testes específicos que avaliam mobilidade, dor, rotação interna e marcha. - Exames de imagem
- Radiografia do quadril (padrão ouro inicial);
- Ressonância magnética, quando é necessário investigar estruturas como labrum, cartilagem e tendões;
- Tomografia, em situações específicas.
O diagnóstico é feito pelo conjunto dos achados clínicos e radiológicos.
Artroscopia do Quadril
Em alguns casos, mesmo com fisioterapia, ajustes de rotina e medicações bem conduzidas, a dor e a limitação funcional podem persistir. Nessa fase, podem ser indicados procedimentos minimamente invasivos, como a artroscopia do quadril — especialmente em pacientes com impacto femoroacetabular (IFA) e lesão labral associada, nos estágios iniciais da doença.
A artroscopia é realizada por pequenas incisões, com auxílio de uma câmera e instrumentos específicos dentro da articulação. O objetivo é tratar lesões mecânicas, como o excesso de osso que causa impacto ou a lesão do labrum, ajudando a reduzir a dor, melhorar a mobilidade e retardar a progressão do desgaste.
É importante reforçar que a artroscopia não “cura” a artrose, mas pode aliviar sintomas e melhorar a função em casos bem selecionados, após avaliação criteriosa do ortopedista especialista em quadril.
Cirurgia
Quando a cirurgia é indicada?
A cirurgia passa a ser considerada quando:
- A dor se torna intensa e limita atividades diárias;
- Há falha de todos os tratamentos conservadores;
- Existe comprometimento importante da mobilidade;
- O paciente perde qualidade de vida;
- Exames mostram progressão da artrose.
