Prótese de Quadril: Quando a Artroplastia é Indicada
A prótese de quadril pode ser necessária em diversos casos, mas hoje temos várias formas de fazer isso com tratamentos modernos, que devolvem conforto e movimento.
A artroplastia de quadril, conhecida como cirurgia de prótese, é indicada quando há desgaste severo da articulação geralmente causado por artrose, artrite reumatoide, necrose da cabeça femoral ou fraturas.
O objetivo é substituir as superfícies articulares danificadas por uma prótese biocompatível, restaurando o movimento e eliminando a dor.
Tendinopatia dos glúteos
A causa mais comum de dor lateral no quadril, frequentemente confundida com bursite, especialmente em mulheres acima dos 40 anos.
A tendinopatia dos glúteos — sobretudo dos tendões do glúteo médio e glúteo mínimo — é uma das causas mais frequentes de dor lateral no quadril. Embora muitas pessoas chamem esse quadro de “bursite”, as evidências atuais apontam que o componente principal da chamada síndrome dolorosa do grande trocanter é a degeneração e inflamação dos tendões glúteos.
Como a tendinopatia dos glúteos se desenvolve
Os tendões do glúteo médio e mínimo são fundamentais para manter o quadril estável durante a marcha e o apoio do corpo. Quando existe desequilíbrio entre a demanda e a capacidade de carga do tendão, acontece uma sequência de alterações:
- Sobrecarga mecânica repetitiva – o tendão é exigido acima do que está preparado, seja por aumento de treino, postura ou padrões de movimento inadequados.
- Microlesões nas fibras de colágeno – essa sobrecarga provoca pequenos danos estruturais no tecido tendíneo, que se acumulam ao longo do tempo.
- Inflamação e edema – o organismo reage às microlesões com inflamação local e inchaço, gerando dor e sensibilidade ao toque.
- Degeneração do tendão (tendinose) – com o processo crônico, o tecido passa a perder qualidade, ficando mais espesso, menos organizado e menos resistente.
- Dor e perda de força funcional – como consequência, surgem dor para atividades simples (subir escadas, caminhar, deitar sobre o lado afetado) e redução da estabilidade do quadril.
Por isso, essa condição não melhora com repouso prolongado apenas. O tratamento eficaz exige um programa estruturado de exercícios, voltado para fortalecimento e reequilíbrio da função do tendão.
Tratamento da tendinopatia dos glúteos
O tratamento ideal é estruturado com foco em:
- Fortalecimento progressivo do glúteo médio e mínimo;
- Exercícios isométricos para controle da dor;
- Exercícios isotônicos e funcionais em fases posteriores;
- Correção da biomecânica da marcha;
- Estabilização do core e da pelve.
Exercícios mal prescritos ou ausência de progressão adequada são causas comuns de recidiva.
1. Fisioterapia orientada (pilar principal)
O tratamento ideal é estruturado com foco em:
- Fortalecimento progressivo do glúteo médio e mínimo;
- Exercícios isométricos para controle da dor;
- Exercícios isotônicos e funcionais em fases posteriores;
- Correção da biomecânica da marcha;
- Estabilização do core e da pelve.
Exercícios mal prescritos ou ausência de progressão adequada são causas comuns de recidiva.
2. Modificação de cargas e atividades
Ajustar alguns hábitos e reduzir movimentos que irritam a região lateral do quadril ajuda a controlar a dor e favorece a recuperação dos tendões. Recomenda-se:
- Reduzir impactos temporariamente – pausar ou diminuir atividades como corrida e saltos até que a dor esteja controlada.
- Evitar deitar sobre o lado dolorido – essa posição comprime diretamente os tendões e pode agravar o incômodo.
- Ajustar treinos de corrida – revisar intensidade, volume, inclinações e tipo de terreno, priorizando a progressão gradual.
Evitar cruzar as pernas repetidamente – essa postura aumenta a tensão lateral sobre o quadril e pode perpetuar a dor.
3. Medicações
Uso pontual de analgésicos e anti-inflamatórios em fases de dor aguda, sempre com orientação médica.
4. Infiltrações
Podem ser utilizados em casos selecionados para:
- Reduzir a inflamação;
- Facilitar o início da fisioterapia;
- Aliviar a dor persistente.
Não substituem o trabalho de fortalecimento.
5. Cirurgia
A cirurgia é extremamente rara e reservada apenas a rupturas tendíneas importantes que não respondem ao tratamento conservador
Consequências de não tratar
Se não tratada, a tendinopatia pode evoluir para:
- Dor crônica;
- Dificuldade de caminhar;
- Alterações na marcha;
- Sobrecarga da lombar;
- Ruptura parcial do tendão;
- Além de afetar a qualidade de vida.
Como ocorre o diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico:
Anamnese detalhada
Analisa o padrão da dor, relação com atividades e histórico de sobrecarga.
Exame físico
Inclui testes como:
- Abdução contra resistência;
- Palpação do trocânter;
- Teste de Ober;
- Análise da marcha.
Exames de imagem
- Ultrassom: identifica espessamento tendíneo e bursite associada.
- Ressonância magnética: avalia tendinopatia e possíveis rupturas parciais.
Radiografia: exclui causas ósseas.
